sexta-feira, 31 de julho de 2009

Pico da Bandeira - 25 e 26.07.09





Chegamos em Pedra Menina às 16h, depois de 8h na van. Fomos por Venda Nova do Imigrante e nos perdemos, mas tudo bem, o mapa estava errado.
Almoçamos e jantamos (foi bom economizamos o almoço) e depois subimos para a portaria do Parque do Caparaó, afim de chegarmos no Camping "Casa Queimada" para uma aventura noturna com o intuito de ver o sol nascer lá no topo. Após uma noite muito fria (não consegui dormir nem um minuto, acho que todos nós) saimos do camping à 1h30 e chegamos as 5h30, demorou bastante, pois a trilha estava muito molhada, muito lamacenta e estávamos fazendo hora para chegar no horário do nascer do sol. Mesmo fazendo hora chegamos 45 minutos antes. Quando o sol nasceu majestoso como sempre, tirei umas fotos e desci rápido pois já tinha virado uma pedra de gelo. Não sentia mais meus pés, só depois de uns 20 minutos de caminhada meus pés voltaram ao normal. Mesmo com essas dificuldades adoro aquele lugar e dia 07.08 estarei voltando novamente. Agradeço a todos os amigos que compartilharam comigo mais uma caminhada maravilhosa, em especial à Liliane e a Divina que conseguiram me aquecer com suas palhaçadas, amigas temos muitos caminhos a percorrer ainda, preciso muito das palhaçadas de vocês, é tão gostoso rir. A minha querida amiga Cida que é meu anjinho da guarda terrestre, posso sempre contar com sua companhia. Enfim amigos obrigada por vocês existirem. Obrigada Jesus por tudo que nos dá.
Partiparam dessa aventura: Eu, Cida, Liliane, Alonso, Geraldo, Cristiane, Ludmila, Divina, Marusa, Mauro, Ewerton.
Abaixo transcrevo a Lenda da Pedra Menina que é muito bonita:
Caparaó Místico - Pedra Menina, A Lenda
por José W. Emery de Carvalho

Sobrevivendo a catástrofe ecológica cíclica, TAMANDARÉ (leia a Lenda de Tamandaré ao final desta página) e seus familiares, com a responsabilidade de povoar a terra, já prevendo inundações futuras, que cobrirão grande parte do continente, abandonando o litoral foram se instalar nas montanhas, alojando-se na região mais elevada, donde se pode ver o mundo ou os largos horizontes dele, e observar o despontar do sol.

TAMANDARÉ* teve vários filhos e filhas, salientando entre elas, uma menina morena, de cabelos negros como a Graúna, de rosto redondo, dentes brancos como marfim, com um sorriso mágico que a todos cativava.

O povoado crescia em número, dentro de uma harmonia, respeito aos antepassados, a natureza e suas forças.

Os elementos da natureza eram considerados sagrados, como a Terra (Ibi), o Vento (Ybyty), o Fogo (Tátá), e a Água (Ig).

Tinham por divindade principal RUDÁ, o deus do amor, cuja missão é criar o amor nos corações dos homens, despertar-lhes a saudade e fazê-los voltar para a tribo, de suas longas e repetidas peregrinações.

O deus RUDÁ tinha também a seu serviço uma serpente que reconhecia as moças que se conservavam virgens, recebendo delas os presentes que lhe levavam e devorando as que haviam perdido a virgindade.

A comunidade possuia um legislador, SUMÉ, que lhes ensinara a viver em boa regra, como lhes ensinara cultivar mandioca, retornando mais tarde para o litoral desaparecendo depois para o lado do mar, em cujas praias deixara impressa, nas rochas mais duras, a planta de seus pés sagrados.

Parte da população mudou-se para o litoral, não assimilando os ensinamentos de TAMANDARÉ e SUMÉ, e invejosos prepararam um ataque a sua primitiva aldeia; TAMANDARÉ sem força material para combater os invasores, recorre ao deus RUDÁ, e é prontamente atendido.

RUDÁ com seu poder divino, usando de meios naturais para servir de exmplo, quando os invasores tentaram penetrar na aldeia, não conseguiram, pois a mesma estava cercada por trincheiras de paus tortos para vedar a passagem (Caparaó) e por traçados de cordas (Samambaia). Com a derrota dos descontentes, tudo voltou à normalidade.





:: Certa feita, num dos pontos mais elevados da serra, apareceu um objeto circular e brilhante, semelhante a um disco, com cores variegadas, vibrando sons armoniosos, deixando a comunidade em êxtase.

Ao aportar no alto do monte, abriram-se as comportas, descendo figuras vultosas que a todos impressionava e procuraram logo manter contato com os principais da localidade, sendo bem acolhidos.

Os visitantes ficaram impressionados com a beleza das mulheres, principalmente a menina de cabelos longos e negros, um deles procura seduzí-la.

Opondo-se ao assédio, para não quebrar o juramento de fidelidade aos seus princípios, embrenhou-se pelas matas, sendo perseguida por um dos visitantes, e ela já sem forças, pediu a RUDÁ, sua proteção, e que não fosse tomada de presa, fosse transformada em pedra para manter-se fiel ao seu juramento.

RUDÁ, atendendo ao pedido, trasformou-a na "PEDRA MENINA".

Os perseguidores da menina, tendo ferido a hospitalidade, foram abandonados por seus companheiros em terra e se perderam nas matas. Como castigo foram transformados em ÁRVORES ANDANTES, continuando a vagar pelas matas assombrando os caçadores.

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